A partir de 1821 o governo central passou a impor a cobrança de taxas pesadas sobre os produtos rio-grandenses, como charque, erva-mate, couros, sebo, graxa, etc. Tudo isso causou grande revolta na elite rio-grandense. Em 20 de setembro de 1835, os rebeldes tomam Porto Alegre, obrigando o presidente da província, Fernandes Braga, a fugir para Rio Grande. Bento Gonçalves, que planejou o ataque, empossou no cargo o vice, Marciano Ribeiro. Em 9 de setembro de 1836 os farrapos, comandados pelo General Netto, impuseram uma violenta derrota ao coronel João da Silva Tavares no Arroio Seival, próximo a Bagé. Empolgados pela grande vitória, os chefes farrapos no local decidiram, em virtude do impasse político em que o conflito havia chegado, pela proclamação da República Rio-Grandense. O movimento deixava de ter um caráter corretivo e passava ao nível separatista. Bento Gonçalves foi escolhido presidente da República, mas enquanto não retornasse, Gomes Jardim assumiu o governo, organizando a estrutura dos ministérios. Foram criados seis: Fazenda, Justiça, Exterior, Interior, Marinha e Guerra. Cada ministro cuidava de dois ministérios por medida de economia. Mas o clima não era de paz, seguiu-se muitos conflitos entre o Império e a República rio-grandense. Em 1840 começou a decadência da revolução. A pacificação foi assinada em 1º de Março de 1845, e tinha como principais pontos:
*Os oficiais rio-grandenses seriam incorporados ao exército imperial nos mesmos postos, exceto os generais;
*Os farroupilhas escolheriam o novo presidente da província - Caxias; O Império assumia as dívidas do governo da República;
*O charque importado foi sobretaxado em 25%.
Terminou assim a Guerra dos Farrapos, que apesar da vitória militar do Império do Brasil contra a República Rio-Grandense, significou a consolidação do Rio Grande como força política dentro do país.
ORGULHO E REMORSO? FIQUE MAIS CONSCIENTE DO CONTEXTO "COMEMORATIVO" DO 20 DE SETEMBRO
Esse
post vai, é claro, para todos os leitores, mas em especial para os professores,
futuros professores e alunos. O título já diz tudo: precisamos atualizar nosso
ensino. Enfatizo aqui, obviamente, o ensino de História. Essa questão se faz
mais consistente ao nos depararmos com as tecnologias eletrônicas existentes e
o acesso que os jovens têm a elas. Relaciono essas “tecnologias eletrônicas” a mini-computadores,
celulares, câmaras fotográficas, DVD, MP3, MP4, etc. Ou seja, em meio a todo esse
avanço tecnológico, imagine o aluno copiando a mão a matéria da lousa, ou lendo
um livro com informações limitadas. Temos de responder urgentemente na prática:
as tecnologias adequam-se ao ensino ou o ensino adequa-se às tecnologias? Dando
meu ponto de vista, não vejo saída se não a segunda opção, com as formas de
ensino adaptando-se às tecnologias.
Portanto
creio que têm de ser inventadas práticas pedagógicas que façam a mescla
tecnológica-educacional para os “veteranos” professores poderem acompanhar a
rapidez contemporânea dos “jovens virtuais”. Os professores têm de adaptar-se
ao que o mundo fora da sala de aula exige, essa é a grande verdade. E o que o
mundo extra-classe exige? Exige pessoas com facilidade de manuseio em meios
tecnológicos atuais, pessoas que além de saber mexer nesses meios, se adaptem
às mudanças digitais, que atualmente são diárias. No caso do professor de História,
cabe a ele compreender melhor o tempo presente e a realidade dos seus alunos, e
a esses oportunizar aulas com instrumentos didáticos que, além de dinamizar as
aulas, ainda possuem um certo grau de afinidade com eles, digamos assim. Isso
poderia tornar uma aula de História muito mais prazerosa.
Acredito
que há muito a ser criado para a melhoria do ensino de História, mas por que não
utilizarmos os meios atuais, como por exemplo jogos de vídeo-game? Temos também
as salas de cinema, que são poucas as vezes, mas vez ou outra dão espaço para a
apresentação de um filme relacionado a certos conteúdos de História. Temos a
música, que se analisada, fala coisas relacionadas a sua época. Enfim, são
muitas as oportunidades que os professores têm para inovar e gerar o interesse
por parte do aluno.
Creio
também que antigos métodos têm de permanecer, como por exemplo a leitura, a
correção gramatical, a disciplina, etc. Mas creio que paralelo à leitura de livros,
por exemplo, o professor possa indicar um bom site para uma “leitura
complementar”. Que tal? E muitos dizem erroneamente que com toda essa tecnologia e transformações diárias que
estamos vivenciando, os jovens perderão o respeito com os mais velhos, sentirão
um grau de liberdade maior, onde juntamente com a imaturidade poderiam transformar-se
em um violão para a juventude; isso seria uma afirmação de que não estamos
conseguindo conciliar transformação digital com educação. Proponho às pessoas
que pensam conforme citado acima, que pensem na seguinte ideia: conciliar
avanço tecnológico com disciplina, ao menos escolar. De que forma? Ora, pra que
servem as câmeras nos corredores das escolas? Os registros de frequência escolar
computadorizados?
Essas
são sim ideias que ainda podem ser tratadas como inovadoras, mas creio que em
breve serão discutidas com mais afinco por órgãos da esfera governamental.
O bloco econômico MERCOSUL teve seu início no dia 26 de março de 1991, com a assinatura do Tratado de Assunção, assinado pelos presidentes de Brasil (Collor), Argentina (Menen), Uruguai (Lacalle) e Paraguai (Rodrigues), a Venezuela ingressou em julho de 2006.
A formação do bloco, no entanto, tem seus embriões no final da Segunda Guerra Mundial, "quando os países da América Latina tentaram agilizar um processo econômico que implicasse a sua industrialização" explica o professor Paulo Edgar Resende, do Departamento de Política do curso de Relações Internacionais e coordenador do Núcleo de Análise de Conjuntura Internacional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (NACI/PUC-SP).
QUAIS OS OBJETIVOS DO MERCOSUL?
A implantação do bloco tem como objetivos principais integrar as nações que compõe o bloco e preencher as lacunas dos grandes espaços econômicos dispostos no mercado mundial, aumentando o fluxo de mercadorias, capitais e serviços, em escala regional e internacional. E de acordo com o que consta no tratado de 1991: existe a livre circulação de mercadorias, capitais e serviços entre os integrantes, as taxas alfandegárias são únicas a todos, direções e decisões conjuntas acerca de assuntos econômicos em escala regional e mundial, elaboração de medidas políticas em níveis macroeconômicas e microeconômicas no sentido de atender setores de comércio exterior, agropecuária, industrial, fiscal, monetária, de câmbio e capitais, serviços, telecomunicação, transporte entre outras.
QUAIS SÃO OS ATUAIS MEMBROS DO MERCOSUL?
Os Estados-membros do Mercosul são aArgentina, oBrasil, oParaguai(suspenso), oUruguaie aVenezuela. A entrada de um novo membro precisa ser aprovada pelos membros plenos já integrantes. Além dessa atribuição de Estado-parte dentro da organização, há a de Estado associado, a qual é atribuída por Decisão do Conselho do Mercado Comum. Nessa categoria estão aBolíviae oChile, desde1996, oPerudesde2003, e aColômbiae oEquador2004. A existência dos Estados Associados justifica-se em função do compromisso do Mercosul com o aprofundamento do processo de integração regional e pela importância de desenvolver e intensificar as relações com os países membros da ALADI (Associação Latino-Americana de Integração). Nesse sentido, apenas países membros da ALADI podem associar-se ao Mercosul, desde que celebrem Acordos de Livre Comércio com o bloco.
OBSERVAÇÃO: Em virtude da remoção de Fernando Lugo da presidênciado Paraguai, o país foi temporariamente suspenso do Bloco; esse fato deu ensejo a que se materializasse o ingresso daVenezuelacomo membro-pleno do Mercosul a partir do dia 31 de julho de 2012, decisão até então “embarreirada” em virtude da oposição do congresso paraguaio.
QUAL O IDIOMA OFICIAL DO MERCOSUL?
Os idiomas oficiais e de trabalho do Mercosul, em conformidade com o artigo 46 do Protocolo de Ouro Preto, são o espanhol e o português.
CURIOSIDADE: VIAJE ENTRE OS ESTADOS DO MERCOSUL E ESTADOS ASSOCIADOS MUNIDO APENAS DA CARTEIRA DE IDENTIDADE
Tal faculdade foi conferida pela Decisão CMC N.º 18/08 “Acordo sobre Documentos de Viagem dos Estados Partes do Mercosul e Estados Associados”, vigente a partir da assinatura, que ampliou os direitos previstos na Resolução GMC N.º 76/95. A Decisão CMC N.º 18/08 reconhece a validade do documento de identificação pessoal de cada Estado Parte e Associados como documento hábil para o trânsito de nacionais e/ou residentes regulares entre os territórios dos Estados Partes ou Associados, não sendo necessário que sua partida seja de seu país de origem ou residência. Além do Brasil, assinaram a Decisão N.º 18/08 Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela.
INFORMAÇÕES ATUAIS DO MERCOSUL
Atualmente, o Mercosul continua se propondo a ser uma área de livre-comércio e uma união aduaneira. Há uma tentativa de protecionismo dos menos desenvolvidos em relação ao Brasil. De qualquer maneira, não se pode dizer que essas economias se fecharam, pois elas buscam proteger seus produtos para não sofrer concorrência dos outros países, sobretudo do Brasil. Ainda há alguns passos importantes a serem dados até se chegar ao objetivo comum. Porém, nunca houve tanto intercâmbio cultural, econômico e social entre os países como há hoje, além da defesa dos regimes democráticos. O bloco conseguiu impedir, por exemplo, a tentativa de golpe militar no Paraguai em 1996, ameaçando expulsar o país do Mercosul caso houvesse a tomada do poder à força. Mais recentemente, houve uma mobilização para revigorar o Parlamento do Mercosul, no sentido de os representantes passarem por um processo eleitoral, fugindo da simples indicação do Congresso Nacional de cada país. Do ponto de vista cultural, uma medida importante que está sendo desenvolvida é a implantação do ensino do idioma espanhol no Brasil e do português nos outros países, além de intercâmbios intelectuais e universitários, com a validação de diplomas entre as nações.
DATA DE FUNDAÇÃO: 24 de outubro de 1857 , em Londres, Inglaterra, por William Prest e Nathaniel Creswick, dois jogadores de críquete. Detalhe importante, Como não existiam outros times, os jogadores formavam duas equipes (casados e solteiros) para competir entre si. Por decisão dos dirigentes, o time nunca se profissionalizou e permanece amador até hoje. Atualmente, disputa a oitava divisão do futebol inglês e seu maior prêmio foi uma medalha do Centenário da Ordem de Mérito, concedida em 2004 pela Fifa para o time mais antigo do mundo. (em http://mundoestranho.abril.com.br/materia/qual-e-o-time-de-futebol-mais-antigo-do-mundo).
Em 1860 surge Hallam Football Club, o segundo clube mais antigo de futebol do mundo, que foi fundado em Sheffield, também na Inglaterra.
Teriam as cebolas uma arma para se defender dos ataques da temida faca de cozinha? Seria um contra-ataque “cebolar”? Bem, parei de brincadeira e vou lhes explicar o porquê de nossos olhos arderem ao picarmos uma cebola.O que faz a gente chorar são os gases que a cebola libera na hora em que alguém passa a faca no vegetal. Em contato com a água dos olhos, eles reagem e formam um ácido que irrita o globo ocular. Aí, para se livrar do incômodo, o organismo contra-ataca, produzindo um rio de lágrimas. Mas com o auxílio da ciência, essa irritação com as cebolas está para acabar. Em 2002, cientistas japoneses, após estudos, identificaram uma enzima na cebola que é a responsável pela produção desse gás incômodo aos olhos humanos. A ideia agora seria produzir uma cebola geneticamente modificada, com a ausência dessa enzima.
Olá meus caros leitores, seguidores e todos os
visitantes do QUERO HISTÓRIA na net. Hoje vamos falar sobre a Guerra do Vietnã. E antes que vocês saiam
correndo, digo-lhes que tentaremos passar esse conteúdo de uma maneira
simplíssima, de modo com que vocês se sintam à vontade com a matéria, e o mais
importante, de modo com que vocês consigam entender ao menos essa parte resumida
da guerra, parte essa que passaremos agora.
Muito se fala na Guerra do Vietnã, que ela foi
marcante para o século XX, mas dificilmente é visto algo, inclusive na mídia, que
resuma esse fato histórico, que seja direto e breve do ponto de vista
explicativo. Então vamos começar falando sobre o Vietnã como país na atualidade,
com o objetivo de nos ambientarmos e daí partirmos mais apegados a ele para o
assunto “guerra”. O Vietnã é localizado no Sudeste da Ásia, faz fronteira com o Laos,
Camboja e China. Sua capital é a cidade de Hanói. Veja mapa abaixo:
O país tem
uma população de aproximadamente 86 milhões. A língua oficial do país é
o vietnamita. Tradicionalmente o francês era falado como segunda língua, no
entanto o inglês está substituindo ela. O Chinês é falado no norte.
Dados curiosos são encontrados na religião, onde a grande maioria da população não
possui crença: Nenhuma: 80.8%, Budista: 9.3%, Católica: 6.7%, Hoa Hao: 1.5%,
Cao Daí: 1.1%, Protestante: 0.5% e Islã: 0.1%. Com relação à economia, o
Vietnã é uma das economias em desenvolvimento mais rápidas do sudeste asiático.
Entre 1986-1997 o país deu passos significativos para reduzir a linha de
pobreza e alcançar crescimento econômico.
CONFIGURAÇÃO DA INDOCHINA
Mas então o
que levou esse aparente simpático país a suportar em seu território durante muitos
anos uma terrível guerra? Bem, precisamos inicialmente entender o contexto
vietnamita nos anos 1940 e 1950, onde Laos,
Vietnã e Camboja faziam parte de uma região conhecida como Indochina e estavam sobre o domínio francês e queriam a
independência. Portanto notemos ai que o Vietnã era uma colônia
francesa. Durante a Segunda Guerra Mundial o Japão ainda viria a ocupar seu
território, ainda de dominação francesa.
Em 1945, ao terminar a guerra, em Hanói, atual
capital do Vietnã, foi proclamada a República Democrática do Vietnã, com Mmli na presidência. Como a França não
reconheceu a independência e atacou o norte do país, o governo de Ho Chi Minha
iniciou a guerra de guerrilhas e acabou derrotando os franceses em 1954. Nesse
mesmo ano, em Genebra, Suíça, realizou- se uma conferência, da qual
participaram Estados Unidos, União Soviética, França e República Popular da
China, com a finalidade de pôr fim à Guerra da Indochina. Nessa conferência, decidiram-se
as independências do Laos e do Camboja e a divisão do Vietnã em duas partes:
Vietnã do Norte, socialista, governado por Ho Chin Minh e Vietnã
do Sul, capitalista, governado por Ngo Dinh-Diem.
Portanto notemos também que o Vietnã tornou-se independente, porém ficou
dividido pelos ideais políticos. Isso seria um dos motivos da famosa Guerra do Vietnã. Essa divisão ficou
acordada de valer até as eleições para a unificação do país, em 1956, mas Ngo
Diem organizou um golpe militar no qual tornou-se ditador. Cancelou as
eleições, proclamou a Independência do Sul, brigou com os budistas, perseguiu
nacionalistas e comunistas e seu governo foi marcado pela corrupção. Os
americanos o apoiaram, porque estavam convencidos de que os nacionalistas e
comunistas de Ho Chi Minh ganhariam as eleições e isso não era bom; pois se os
comunistas ganhassem, acabariam influenciando outras nações a segui-los.
Sacanas esses norte-americanos, hein! Os EUA colaboraram com o Vietnã do Sul
mandando armas, dinheiro e militares. Isso fez com que surgissem os movimentos
de oposição: Frente Nacional de Libertação (apoiados pelo Vietnã do Norte)
juntamente com o seu exército Vietcong.
GOLFO DE TONQUIM
Os sul-vietnamitas atacaram por 10 anos o norte. Porém, depois
que algumas embarcações americanas foram bombardeadas no Golfo de Tonquim, em
1965, o então presidente Lindon B. Johnson ordenou bombardeios de represália
contra o Vietnã do Norte. Esse fato marcou a entrada dos EUA na guerra. Durante
os conflitos os norte-americanos sofreram com florestas fechadas e a
experiência de guerrilha de seus opositores, os Vietcongs, como eram chamados os guerrilheiros comunistas. Em 1968,
as tropas do norte e os vietcongs ocuparam inclusive a embaixada americana em
Saigon. Isso fez com que os americanos sofressem sérias derrotas.
VIETCONGS
Muitas manifestações foram feitas em todo o mundo contra a participação
dos EUA na guerra, que em alguns ataques utilizou inclusive armas químicas. Jovens
protestavam nas ruas pela retirada dos EUA na guerra e o retorno imediato das
tropas. Os americanos se retiraram do conflito em 1973; porém, a guerra só foi
encerrada de fato em 30de Abril de 1975, pois ainda havia alguns conflitos
contra o norte. Calcula-se que a guerra deixou mais de 1 milhão de
mortos. DEU-SE ENTÃO A VITÓRIA DO VIETNÃ DO NORTE! A VERGONHA NORTE-AMERICANA!
A reunificação do Vietnã deu-se em 2 de Julho de 1976 sob o regime
Comunista, e passou a se chamar República Socialista do Vietnã.
22 de Agosto de 1942! O Brasil entra
definitivamente na Segunda Guerra Mundial! É isso mesmo, o Brasil participou
significativamente da 2° Guerra Mundial. Como isso se deu? Com a doação, para
seus aliados, de mísseis, aviões de guerra, soldados e tanques? Digamos que o
Brasil na década de 1940 não possuía um poder tão grande de guerra como exposto
acima, até porque a maioria
da população era pobre e estava enfrentando uma série de problemas internos,
como analfabetismo crônico e falta de saneamento básico.
Mas
então por que nosso país participou da guerra? Como participou da guerra? Bem, Quando a guerra transformou-se numa guerra total, dispostos
a interceptar remessas de alimentos e matérias-primas para a Inglaterra e os
Estados Unidos, os nazistas, sem nenhuma declaração formal de guerra,
empreenderam uma campanha submarina no Atlântico, na qual atacaram, de 15 a 17
de agosto de 1942, cinco navios brasileiros (Baependi, Itajiba, Araraquara,
Aníbal Benévolo e Araras).
Este ataque
obrigou o governo brasileiro a abandonar a neutralidade que vinha mantendo.
Durante a II Reunião de Consulta dos Chanceleres Americanos, realizada no Rio
de Janeiro, em janeiro de 1942, foi anunciado o rompimento das relações
diplomáticas e comerciais do Brasil com a Alemanha, a Itália e o Japão. No dia
22 de agosto Getúlio Vargas reuniu o ministério para a declaração de guerra à
Alemanha e à Itália. Foi iniciada a mobilização geral e foram tomadas
providências para o aumento da produção agrícola e da indústria extrativa de
matérias primas estratégicas.
O Brasil ajudou seus aliados
(Estados Unidos, Inglaterra, França e ex-União Soviética) com matérias-primas,
especialmente a borracha, patrulhando o Atlântico com navios, enviando pilotos
da Força Aérea e uma força expedicionária para lutar na Itália ocupada pelos
nazistas. A população civil
brasileira também sentiu os efeitos da guerra, sofrendo racionamento de alimentos
e de combustível, o que obrigava as famílias a enfrentarem longas filas para
comprar pão e, por causa da escassez de gasolina, a equipar automóveis para
serem movidos a gasogênio (a partir de carvão vegetal).
O Brasil foi o único país da
América Latina que participou diretamente da Segunda Guerra Mundial. A Força
Expedicionária Brasileira (FEB) permaneceu na Itália cerca de 11 meses, dos
quais quase oito na frente de luta, em contato permanente com o inimigo.
Olá meus caríssimos leitores. Hoje vamos abordar um assunto que serve de
preliminar para qualquer leitura que tenha em si um conteúdo de História:
afinal, para que serve a História? Sei que agora muitos lembraram de suas
primeiras aulas de História lá no Ensino Fundamental, onde achavam que essa
disciplina seria a coisa mais chata do dia, sem nexo, sem fundamento, enfim,
sem necessidade de existir; tudo isso relacionado aos dizeres de alunos em anos
mais avançados ou até mesmo por afirmações de membros familiares.
Mas por que tanta aversão à História por parte das pessoas? Ora, podemos
relacionar essa aversão ao pensamento de que, sendo a disciplina de História algo
que vem trazer acontecimentos passados, onde não estávamos presentes, esta destaca-se
sem serventia nenhuma, tendo em vista que estamos em uma “era” dominada pela
tecnologia onde o futuro sonhado concretiza-se em questão de minutos. Mas não é
bem assim que devemos pensar meus amigos leitores. A coisa não é bem por ai, até
porque se aprendemos sobre os fatos da História, não cometeremos os mesmos
erros que antes foram cometidos por nossos antepassados. Mas:
De fato, ao observar esse tipo de uso
para o passado, somos tentados a romantizar a História como ferramenta indispensável
ao progresso. Contudo, seria mesmo correto dizer que a compreensão do passado
garante verdadeiramente uma sociedade ou uma civilização mais aprimorada? Se
assim fosse, toda a mazela que a Primeira Guerra Mundial trouxe para a Europa
incutiria a “lição” de que uma Segunda Guerra Mundial não deveria acontecer.
Mas não foi bem assim que as coisas se deram, não é? Percebendo esse tipo de
incoerência é que temos a chance de intuir que a História não tem essa missão
salvadora de alertar ao homem sobre os erros que ele não pode cometer
novamente. Na verdade, antes de acreditar que as sociedades e civilizações já
cometeram um mesmo equívoco duas vezes, devemos entender que esses homens que
são objetos de estudo do passado não pensam, sentem, acreditam ou sonham da
mesma forma através dos dias, anos, décadas, séculos e milênios. (SOUZA, 2012).
Notamos então que o estudo da História não é
nenhuma salvação para a humanidade, servindo para essa como uma lição épica,
algo que as sociedades jamais cometerão novamente, com relação aos erros. Porém
o estudo da História nos torna, além de mais críticos, é claro, mais atentos ao
que acontece no mundo, menos vulnerável aos malefícios que o sistema de
sociedade vigente impõe; em outras palavras, a História nos dá uma visão maior
sobre o que somos e o que podemos ser,
antes de sabermos o que queremos ser.
Com a questão tratada no parágrafo anterior,
eu vou além: creio que o estudo eficiente da História compara-se à
alfabetização. Por que creio nisso? A minha explicação é simples e baseia-se na
ideia de que com o domínio das duas, as pessoas tendem a ser menos ingênuas.
Ano eleitoral, pense nisso. Pense no alfabeto. Pense na História. Até o próximo
post.
FONTE: SOUZA, Rainer. Afinal, para que serve a História?. 2012. Disponível em: <http://www.brasilescola.com/historia/afinal-para-que-serve-historia.htm>.
Acesso em: 14 de Agosto de 2012.
Bem meu caro leitor e seguidor,
gostaria de iniciar esta postagem primeiramente agradecendo, é claro, o tempo
dedicado a essa leitura, e por segundo gostaria de dizer que tentaremos no
nosso blog explicar de uma maneira simples, convidativa e até divertida
conteúdos da História que inúmeras vezes nos são lembrados através de livros,
jornais, programas de televisão, entre outras fontes, e que nos parecem tarefa
difícil entendê-los integralmente. Para isso, é necessária também a sua curiosidade,
o seu interesse em querer saber; Você
tem que pensar consigo: QUERO HISTÓRIA!
E você encontrará aqui na net.
E como está indicado no título,
hoje trataremos de um assunto muito conhecido, ou melhor, muito falado quando o
assunto é aula de História: GUERRA DAS
MALVINAS.
O que foi a Guerra das
Malvinas? Uma briga entre duas mulheres chamadas Malvina?
Não, meus caros leitores, a
Guerra das Malvinas foi um conflito armado entre Argentina e Inglaterra, que
ocorreu no ano de 1982. Por que a Guerra ocorreu? Porque tanto Argentina,
quanto Inglaterra, queriam a posse do arquipélago denominado Ilhas Malvinas,
situado a 464 km da costa Argentina e 12,8 mil km da Inglaterra. Isso mesmo:
12,8 mil km de distância da costa inglesa.
DESENHO GEOGRÁFICO DAS ILHAS MALVINAS
ENTENDENDO O CONFLITO
Podemos dizer que foi um
conflito rápido, uma Guerra rápida. Começou em um ano, 1982, e terminou neste
mesmo. Especificando, ela durou 75 dias. Tudo começou quando nossos “hermanos”,
em plena ditadura militar, que na época era comandada pelo general
Leopoldo Galtiere, resolvem tomar posse do território, que era administrado, e
é até hoje, pelo governo britânico. Dizem os historiadores que essa foi a forma
que Galtiere usou para tentar dar um maior sentimento de patriotismo aos
argentinos, visto também que a ditadura comandada pelo general não andava lá
uma maravilha.
Inicialmente, os argentinos elaboraram planos
de ataque, invasões, mobilizaram tropas, deslocaram embarcações, tudo com um
pensamento paralelo de apoio dos Estados unidos, devido, na época, à política
internacional vigente.
Em março de 1982 a Argentina desloca navios que
ficam rondando o arquipélago. Sendo tal ronda notada por informantes
britânicos, a primeira-ministra britânica Margareth Thatcher, que enfrentava
uma crise de popularidade, reagiu com força. (g1.globo.com). A partir disso, a Inglaterra enviou um número
altíssimo de combatentes para as Malvinas, cerca de 28 mil soldados, mais que o
dobro de soldados argentinos: 12 mil.
Mesmo com a superioridade
numérica inglesa, a Argentina obteve a vitória na primeira grande batalha dessa
guerra, e tomou a capital das Malvinas, Port Stanley, e inclusive mudou o nome
para Puerto Argentino. É mole?
Lembro também que o clima na região
naquele período estava instável, com chuvas e nevoeiros, obrigando as tropas de
ambos os lados a obterem um maior preparo.
E os Estados Unidos, citados
anteriormente? Entram na disputa? Sim, eles entram na disputa, não com
soldados, e sim com armas, essas destinadas a auxiliar os ingleses, para a
infelicidade dos nossos “irmãos” argentinos. Acrescentando-se ao auxílio
norte-americano, a superioridade numérica inglesa gera resultado em 2 de maio,
com uma vitória naval, onde fuzileiros navais ingleses naufragam um navio
argentino, matando todos os 368 tripulantes. Dois dias depois a Argentina
consegue uma vitória aérea, matando 20 ingleses. Percebemos então que na Guerra
das Malvinas prevaleceu o combate aéreo e naval.
Após seguirem-se em combates mais
algumas vitórias inglesas, os argentinos rendem-se em 14 de junho: VITÓRIA
INGLESA! E até hoje as Ilhas, para os ingleses, chamam-se Falkland, as Ilhas
Falkland.
Com a derrota, a Argentina, que
antes da guerra já estava mergulhada em uma crise, passa a sofrer uma tensão
social interna pior do que antes. Com isso, houve a queda da Ditadura militar
Argentina, e, no ano seguinte, em uma tentativa de redemocratização, levaram ao
poder Raúl Alfonsín (guerras.brasilescola.com).
Vejamos então as importantes consequências políticas e sociais que aconteceram
na Argentina no início da década de 1980 devido à Guerra das Malvinas.
FONTE DOS “DADOS DA GUERRA”: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/04/entenda-guerra-das-malvinas.html’
DADOS
ATUAIS DAS ILHAS MALVINAS
Atualmente, aproximadamente mil soldados britânicos “vigiam” asMalvinase estão
envolvidos em ações como construção de estradas e monitoramento de campos
minados.
HABITANTES DO
ARQUIPÉLAGO - 3.140 habitantes, que são autossustentáveis.
CAPITAL - Stanley
ÁREA TOTAL - 12.173 km²
LÍNGUA
OFICIAL - Inglês
MOEDA - Libras Malvinas
ARRECADAÇÃO - A maior arrecadação encontra-se na venda de
licenças para a pesca. A Inglaterra explora a ilha em busca de petróleo. O turismo também vem crescendo ao longo dos anos no
arquipélago, que recebe cerca de 5 mil cruzeiros por ano de turistas
interessados na rica diversidade marinha e nas colônias de pinguins.
FONTE DOS “DADOS ATUAIS DAS ILHAS MALVINAS”: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/04/entenda-guerra-das-malvinas.html
ASSISTA AGORA A UM VÍDEO QUE SERVE COMO UM ESTUDO COMPLEMENTAR SOBRE A GUERRA
COMEÇA A GUERRA DAS MALVINAS: TESTEMUNHA DA HISTÓRIA