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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Ecce Homo

Autor: Friedrich Nietzsche

“Ecce homo” — alusão à frase de Pilatos ao exibir o Cristo martirizado — é um escrito autobiográfico de 1888 em que Nietzsche, no período final de sua lucidez intermitente, examina as suas obras e, através delas, apresenta um novo ideal humano. Não só isso, mas, ao escolher títulos de capítulos como “Por que sou tão sábio”, “Por que sou tão sagaz”, “Por que escrevo tão bons livros”, apresenta a si mesmo como o protótipo de um novo homem.

Por Marcos Evaldt


Os devaneios do caminhante solitário


Autor: Jean-Jacques Rousseau.

Este testamento inacabado, publicado postumamente em 1782, combina o argumento filosófico com anedotas da própria vida e descrições poéticas de um homem que se sente afastado de todos. 'Os devaneios' é um retrato do filósofo, que encontra aqui espaço para analisar o passado e se defender dos críticos que o condenaram à solidão.


Por Marcos Evaldt

1984

Autor: George Orwell


Winston, herói de 1984, último romance de George Orwell, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O’Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que 'só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade - só o poder pelo poder, poder puro.'


Por Marcos Evaldt

A Genealogia da Moral


Autor: Friedrich Nietzsche

O autor Friedrich W. Nietzsche, questiona a verdade do existente, das ciências e a da metafísica, que se refere ao conjunto do existente. Mas a natureza desta verdade, não chega em Nietzsche a atingir uma perfeita claridade, ela permanece obscura na natureza da verdade da vida, na natureza da vontade de domínio e do eterno retorno. Ora, será que o autor, envolto nessa obscuridade da natureza da verdade não acaba aceitando a metafísica, ou será que chegou a superá-la?
É na busca da verdade de todas as coisas que Nietzsche esbarra na moral tradicional. Para ele o nível de uma moral se determina segundo o seu grau de verdade.


Por Marcos Evaldt

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Modernidade Líquida


Autor: Zygmunt Bauman.

Zygmunt Bauman é um dos pensadores contemporâneos que mais têm produzido obras que refletem os tempos contemporâneos. Nascido na Polônia em 1925, o sociólogo atualmente, vive na Inglaterra.
Bauman define 'modernidade líquida' como um momento em que a sociabilidade humana experimenta uma transformação que pode ser sintetizada nos seguintes processos: a metamorfose do cidadão, sujeito de direitos, em indivíduo em busca de afirmação no espaço social; a passagem de estruturas de solidariedade coletiva para as de disputa e competição; o enfraquecimento dos sistemas de proteção estatal às intempéries da vida, gerando um permanente ambiente de incerteza; a colocação da responsabilidade por eventuais fracassos no plano individual; o fim da perspectiva do planejamento a longo prazo; e o divórcio e a iminente apartação total entre poder e política.



Por Marcos Evaldt

História da Sexualidade: a vontade de saber


Autor: Michel Foucault.

A sexualidade tem sido bruscamente censurada, reprimida pela sociedade, depois de ter vivido em liberdade de palavras e atos? Segundo Foucault, a sociedade capitalista não obrigou o sexo a esconder-se. Ao contrário, desde o século XVI e principalmente a partir do último século, o sexo foi incitado a se confessar, a se manifestar. É justamente o poder que nos convida a enunciar nossa sexualidade através das dieversas instituições e saberes, como peça essencial de uma estratégia de controle do indivíduo, e da população que é característica da sociedade moderna.


Por Marcos Evaldt

O Contrato Social

Autor: Jean-Jacques Rousseau

Este livro influenciou diretamente a Revolução Francesa e os rumos da história.


Por Marcos Evaldt

domingo, 13 de setembro de 2015

Vigiar e punir


Na obra Vigiar e Punir, Michel Foucault nos mostra um estudo científico, fortemente documentado, sobre a evolução histórica da legislação penal e respectivos métodos e meios coercitivos e punitivos adotados pelo poder público na repressão da delinquência, desde os séculos passados até as modernas instituições correcionais.
Um pouco sobre Michel Foucault: pensador e epistemólogo francês contemporâneo, nasceu em Poitiers em 1926. Formado em Filosofia e Psicopatologia. Titular da Cadeira de Sistemas de Pensamento no College de France.

Bibliografia:
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. 40. Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012.


Vejamos algumas passagens interessantes da obra, que nos fazem refletir muito:
(Todas as passagens foram extraídas de sua obra Vigiar e Punir: História da Violência nas Prisões.)
  • ·   A crítica ao sistema penitenciário, na primeira metade do século XIX, indica um postulado que jamais foi efetivamente levantado: é justo que o condenado sofra mais que os outros homens? A pena se dissocia totalmente de um complemento de dor física. Que seria então um castigo incorporal? (p. 20).
  • ·      O afrouxamento da severidade penal no decorrer dos últimos séculos é um fenômeno bem conhecido dos historiadores do direito. Entretanto, foi visto, durante muito tempo, de forma geral, como se fosse fenômeno quantitativo: menos sofrimento, mais suavidade, mais respeito e “humanidade”. Na verdade, tais modificações se fazem concomitantes ao deslocamento do objeto da ação punitiva. Redução de intensidade? Talvez. Mudança de objetivo, certamente. Se não é mais ao corpo que se dirige a punição, em suas formas mais duras, sobre o que, então, se exerce? A resposta dos teóricos é simples, quase evidente. Dir-se-ia inscrita na própria indagação. Pois não é mais o corpo, é a alma. (p. 21).
  • ·      Eis, porém, que durante o julgamento penal encontramos inserida agora uma questão bem diferente de verdade. Não mais simplesmente: “O fato está comprovado, é delituoso?” Mas também: “O que é realmente esse fato, o que significa essa violência ou esse crime? Em que nível ou em que campo da realidade deverá ser colocado? [...] Não mais simplesmente: “Que lei sanciona a infração?” Mas: “Que medida tomar que seja apropriada? Como prever a evolução do sujeito? De que modo será ele mais seguramente corrigido? (p. 23).
  • ·     O castigo então não pode ser identificado nem medido como reparação do dano; deve haver sempre na punição pelo menos uma parte, que é a do príncipe; e, mesmo quando se combina com a reparação prevista, ela constitui o elemento mais importante da liquidação penal do crime. [...] Ela implica, por um lado, na reparação do prejuízo que foi trazido ao reino (a desordem instaurada, o mau exemplo dado, são prejuízos consideráveis que não têm comparação com o que é sofrido por um articular); mas implica também que o rei procure a vingança de uma afronta  feita à sua pessoa. (p. 49).

Por Marcos Evaldt

domingo, 11 de maio de 2014

O Contrato Social

Autor: Jean-Jacques Rousseau

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Este livro influenciou diretamente a Revolução Francesa e os rumos da história.
Impactante ensaio, O contrato social causou furor desde sua publicação, em 1762, e eternizou-se como um dos principais textos fundadores do Estado moderno, Nele, o filósofo iluminista, romancista, teórico e compositor suíço Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) – em meio a uma Europa majoritariamente monarquista, defensora da legitimação sobrenatural dos governantes – lança e defende a novidade de que o poder político de uma sociedade está no povo e só dele emana. Estavam plantados os conceitos do povo soberano e da igualdade de direitos entre os homens.

Hoje, dois séculos e meio após sua publicação, a obra de Rousseau – subversivo, polêmico, amado, odiado, reverenciado e seguido – permanece atual. E seus ensinamentos se fazem lições necessárias e urgentes em todo e qualquer lugar em que se fale de inépcia, injustiça, corrupção e incompetência política. 

Por Marcos Evaldt

quarta-feira, 26 de março de 2014

História da América Latina: Cinco Séculos

Autor: Claudia Wasserman

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Os textos desta obra cobrem o período que vai do descobrimento até a formação dos estados nacionais latino-americanos e apresentam uma análise do conteúdo específico desses processos. Além do mais, são recheados de uma crítica historiográfica importante para o desenvolvimento do debate sobre temas fundamentais da História subcontinental. A unidade de "Nuestra América" é aqui desnudada empiricamente, comprovando, sem retórica de política econômica, a identidade entre países aparentemente tão diferentes.


Por Marcos Evaldt

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Antecedentes Indígenas

Autor:  Arno Alvarez kern

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Pesquisas recentes evidenciam que os primórdios da ocupação do Rio Grande do Sul se situam por volta de 12.000 anos atrás. Caçadores-pescadores-coletores se instalaram e se adaptaram culturalmente a paisagens diversificadas, e grupos de horticultores passaram a coexistir com os primeiros povoadores, nos últimos dois mil anos.
Quando os espanhóis e portugueses entram em cena, a região era habitada por variadas etnias indígenas e culturas diferenciadas.

Arno Alvarez Kern nesta pesquisa nos descreve como viveram nossos antecedentes e o início de um intenso intercâmbio cultural e étnico, do qual emerge nossa sociedade, e que ainda hoje temos dificuldades de aceitar.


Por Marcos Evaldt

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A Idade Média: Nascimento do Ocidente

Autor:  Hilário Franco Junior

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O período entre os séculos IV e XVI é tradicionalmente conhecido por Idade das Trevas, Idade da Fé ou, com mais frequência, Idade Média. Há rótulos pejorativos, que escondem a importância daquela época na qual surgiram os traços essenciais da civilização ocidental. 

Nesta, mesmo países surgidos depois daquela fase histórica - caso do Brasil - têm muito mais de medieval do que à primeira vista possa parecer. Olhar para a Idade Média é estabelecer contato com coisas que nos são ao mesmo tempo familiares e estranhas, é resgatar uma infância longínqua que tendemos a negar, mas da qual somos produto. De fato, para o homem do Ocidente atual, compreender em profundidade a Idade Média é um exercício imprescindível de autoconhecimento. 

Por Marcos Evaldt

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

História do Brasil

Autor: Boris Fausto

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Cobrindo um período de mais de quinhentos anos, desde as raízes da colonização portuguesa até nossos dias, Boris Fausto narra aqui os fatos mais importantes da história brasileira. Ao analisar minuciosamente as grandes linhas de força que indicam o sentido de nossa formação, o autor detém-se no estudo de instituições fundamentais, como o sistema colonial, o sistema escravista e os regimes autoritários do século XX, dando ênfase às práticas sociopolíticas, sem deixar de enfrentar questões polêmicas, como as razões do abandono da escravidão dos índios pelos portugueses e a opção pelos africanos; a manutenção da unidade territorial brasileira em contraposição à fragmentação das colônias espanholas; ou ainda a difícil transição do regime autoritário para o democrático, nas últimas décadas. Dessa forma, esse livro oferece ao leitor orientação segura no estudo de nossa história, mantendo, ao mesmo tempo, uma postura aberta às suas diferentes interpretações.

Por Marcos Evaldt

1889

Autor: Laurentino Gomes

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Nas últimas semanas de 1889, a tripulação de um navio de guerra brasileiro ancorado no porto de Colombo, capital de Ceilão (atual Siri Lanka), foi pega de surpresa pelas notícias alarmantes que chegavam do outro lado do mundo. O Brasil havia se tornado uma república. O império brasileiro, até então tido como a mais sólida, estável e duradoura experiência de governo na América Latina, com 67 anos de história, desabara na manhã de quinze de novembro. O austero e admirado imperador Pedro II, um dos homens mais cultos da época, que ocupara o trono por quase meio século, fora obrigado a sair do país junto com toda a família imperial. Vivia agora exilado na Europa, banido para sempre do solo em que nascera. Enquanto isso, os destinos do novo regime estavam nas mãos de um marechal já idoso e bastante doente, o alagoano Manoel Deodoro da Fonseca, considerado até então um monarquista convicto e amigo do imperador deposto.

Essas e outras histórias surpreendentes estão 1889, o novo livro do premiado escritor Laurentino Gomes. A obra, que trata da Proclamação da República, fecha uma trilogia iniciada com 1808, sobre a fuga da corte portuguesa de Dom João para Rio de Janeiro, e continuada com 1822, sobre a Independência do Brasil. Somados, os dois livros venderam mais de 1,5 milhão de exemplares no Brasil e ganharam quatro prêmios Jabuti, o mais prestigiado da literatura brasileira. Com 24 capítulos e ricamente ilustrado, 1889 contribui para a compreensão de um dos períodos mais controversos da história do país, em um relato cativante que explica não só os acontecimentos que levaram à queda da monarquia, em 1889, mas também outros episódios importantes da história brasileira como a Guerra do Paraguai e o movimento abolicionista.

Por Marcos Evaldt