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terça-feira, 13 de maio de 2014

Maquiné, 1952

Turma de confirmandos da IELB (Igreja Evangélica Luterana do Brasil) na localidade de Linha Cachoeira, na cidade de Maquiné, litoral norte gaúcho. Jovens da IELB, até hoje, de mais ou menos 13 aos 15 anos fazem um estudo bíblico e ao final deste estudo recebem um documento chamado CONFIRMAÇÃO. Esta turma era confirmanda, portanto, estavam neste dia, recebendo a confirmação. Na época, o pastor era Hans Macks (ao centro da foto).


Foto fornecida por Eli Müller, pastor atual da IELB em Maquiné (2014).

Por Marcos Evaldt

Tramandaí, 1928

Olhemos agora para este belo veículo na praia de Tramandaí, cidade localizada no litoral norte gaúcho.

Sensacional! Quase 1 século! 


Fonte da imagem e das informações: Facebook "Memória Tramandaiense".

Por Marcos Evaldt


domingo, 11 de maio de 2014

Torres, 1920


E ai, acharam confortáveis os trajes de banho utilizados há 100 anos atrás? 
Foto tirada na localidade de Praia grande, que é um dos balneários marítimos de Torres, cidade do litoral norte gaúcho.



Por Marcos Evaldt

Capão da Canoa, 1942

E hoje mais uma novidade proporcionada pelo Quero História na net!
A partir de agora será fornecido a você, leitor, imagens históricas e curiosas de várias partes do mundo.

Comecemos hoje por uma fotografia tirada em 1942, no litoral norte gaúcho, onde hoje é a cidade de Capão da Canoa.

Interessante notar como eram os trajes de banho daquela época.



Por Marcos Evaldt


O Contrato Social

Autor: Jean-Jacques Rousseau

Compre este livro em:

Este livro influenciou diretamente a Revolução Francesa e os rumos da história.
Impactante ensaio, O contrato social causou furor desde sua publicação, em 1762, e eternizou-se como um dos principais textos fundadores do Estado moderno, Nele, o filósofo iluminista, romancista, teórico e compositor suíço Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) – em meio a uma Europa majoritariamente monarquista, defensora da legitimação sobrenatural dos governantes – lança e defende a novidade de que o poder político de uma sociedade está no povo e só dele emana. Estavam plantados os conceitos do povo soberano e da igualdade de direitos entre os homens.

Hoje, dois séculos e meio após sua publicação, a obra de Rousseau – subversivo, polêmico, amado, odiado, reverenciado e seguido – permanece atual. E seus ensinamentos se fazem lições necessárias e urgentes em todo e qualquer lugar em que se fale de inépcia, injustiça, corrupção e incompetência política. 

Por Marcos Evaldt

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Promoção do mês

Em breve será divulgado o prêmio a ser sorteado dia 30 de maio.
Fiquem ligados!

O prêmio será sorteado entre os que curtirem a página do Qh no Facebook.
Link para curtir a Fan Page no Facebook:

Boa sorte!

Por Marcos Evaldt

O sorteado da promoção do mês de abril

Só para manter a tradição, aqui vai uma postagem sobre o vencedor da promoção.
Parabéns Luan Bastos, o vencedor da promoção do mês de abril!
Ele, ao curtir a página do Quero História na net no Facebook, automaticamente já estava concorrendo ao prêmio, visto que a promoção do mês de abril, como todas as outras que ocorreram até agora, baseava-se num sorteio entre todos os que curtiram a página.
O prêmio foi o livro "A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado", de Friedrich Engels, patrocinado pela Livraria e Bazar Isabella.

Curta você também a página a concorra todo o mês a prêmios!

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Boa sorte!

Por Marcos Evaldt

terça-feira, 6 de maio de 2014

A tecnologia e o fim das ideologias

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https://www.facebook.com/querohistoria

Começamos com uma pergunta que talvez seja a linha orientadora da leitura aqui apresentada: qual o ser humano com vida é considerado o grande pensador de nossa época, o século 21?

Na escola básica, Vários pensadores modernos e pré-modernos nos foram apresentados, cujos ideais eram os de construir uma sociedade mais justa e solidária, ou apenas mais harmoniosa com os “futuros” que estavam por vir (não se pretende aqui falar sobre socialismo ou capitalismo).
Muitas dessas ideias foram escritas nos antigos pergaminhos, ou com as lendárias canetas de pena. Diferentemente, hoje temos vários meios tecnológicos para propagarmos os ideais de uma maneira global, inclusive no exato momento em que temos tais ideias. Com isso, faz-se a pergunta: qual a relação do PODER de propagar, devido à alta tecnologia, com a REAL construção de ideologias?

O que se tem visto na atualidade é uma preocupação única com o meio, ocasionando, com isso, uma despreocupação com a consecução de alcançar um objetivo social futuro, que seria planejado por uma ideologia. Essa preocupação com o meio caracteriza-se por uma preocupação social em tratar apenas da resolução dos problemas atuais. Tal preocupação desdobra-se e verifica-se na fartura de escolhas tecnológicas, cujos artefatos tornam-se descartáveis em poucos dias, devido ao pensamento social de que o novo produto é visto como fundamental para a continuação da vida na “rede social”. O aparelho de modelo número 1 encontra-se desatualizado quando comparado ao de número 2, e assim sucessivamente. A preocupação com o meio caracteriza-se também pela acumulação patrimonial e um desleixe com o futuro da convivência em sociedade. Observar as “curtidas” na foto da rede social tem sido mais relevante do que a convivência na verdadeira rede social. Com isso, estamos perdendo a reflexão crítica sobre a tecnologia; esta visão acrítica nos faz esquecer indagações como: qual a importância deste artefato tecnológico? O que posso alcançar com ele?  Ou seja, a reflexão sobre o valor das coisas está sendo mais lenta (ou nem exista) que a produção destas.
Com isso, estamos perdendo a capacidade de construir uma sociedade ideal. É o que dizem ser “o fim das ideologias”. Prefere-se viver o hoje com o que se tem nele do que fazer uma reflexão sobre este conteúdo do atual e quais as suas consequências para a sociedade. Talvez uma frase resuma as práticas pouco reflexivas da sociedade atual: “pouco importa a construção de uma sociedade fundamentada em valores éticos e morais, pois tudo é assim porque sempre foi e sempre será assim.”

Onde estão nossos ideais de civilização? Talvez seja esta escassez ideológica que faz qualquer revolucionário transformar-se em um idiota perante a sociedade, que faz toda reflexão revolucionária tornar-se idiota. Dificilmente se terá com quem conversar quando o assunto for um ideal revolucionário. Desse modo, vamos sempre deixar que outros decidam e interfiram por nós, que, em estado de escravização tecnológica e mental, nos sentimos à parte de todas as mazelas sociais e atribuímos a culpa aos que são nossos representantes, e nada mais que isso. Esta desresponsabilização psicológica talvez seja um dos primeiros indícios da nossa despreocupação com o futuro em sociedade e do fim integral das ideologias.

Por Marcos Evaldt


domingo, 27 de abril de 2014

História: a mãe de todas as ciências


Dizem ser a História a mãe de todas as ciências. 

Mas por que dizem isso? Por que, talvez, o estudo da História nos faz refletir sobre a realidade social, política e econômica atual, através de um estudo da realidade passada.

E talvez o que mais falte hoje no nosso país seja uma análise, uma reflexão crítica sobre nossa realidade. Talvez o estudo da História nos faça NÃO ESQUECER do que até agora foi feito de errado. Vemos, hoje, o problema político, econômico e social ser omitido através da passividade da própria população, que faz reinar o poder manipulador da mídia e dos "homens da política". Estudar História de uma forma crítica é autoadquirir reflexão crítica sobre sua própria situação dentro da sociedade.

Por Marcos Evaldt

sábado, 26 de abril de 2014

Promoção do mês

Livro escolhido para ser sorteado dia 30!
É "A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado", de Friedrich Engels, patrocinado pela Livraria e Bazar Isabella.
Para participar do sorteio, basta curtir a página do Quero História na net no Facebook.
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Boa sorte!


Por Marcos Evaldt

O sorteado da promoção do mês de março

Só para manter a tradição, aqui vai uma postagem sobre o vencedor da promoção com o prêmio nas mãos!
Parabéns Leonardo Isoppo Cruz, residente no centro de Maquiné. O vencedor da promoção do mês de Março!
Ele, ao curtir a página do Quero História na net no Facebook, automaticamente já estava concorrendo ao prêmio, visto que a promoção do mês de Março baseava-se num sorteio entre todos os que curtiram a página.
O prêmio foi o livro "Iracema", de José de Alencar.

Fique ligado aqui no blog ou lá na Fan Page: https://www.facebook.com/querohistoria?ref=hl.

Leonardo, o vencedor

Por Marcos Evaldt

quarta-feira, 26 de março de 2014

Promoção do mês

Livro escolhido para ser sorteado dia 30!
É "Iracema", de José de Alencar, patrocinado pela Livraria e Bazar Isabella.
Para participar do sorteio, basta curtir a página do Quero História na net no Facebook.
Link para curtir a Fan Page no Facebook:

Boa sorte!



Por Marcos Evaldt

História da América Latina: Cinco Séculos

Autor: Claudia Wasserman

Compre este livro em: 


Os textos desta obra cobrem o período que vai do descobrimento até a formação dos estados nacionais latino-americanos e apresentam uma análise do conteúdo específico desses processos. Além do mais, são recheados de uma crítica historiográfica importante para o desenvolvimento do debate sobre temas fundamentais da História subcontinental. A unidade de "Nuestra América" é aqui desnudada empiricamente, comprovando, sem retórica de política econômica, a identidade entre países aparentemente tão diferentes.


Por Marcos Evaldt

domingo, 2 de março de 2014

O sorteado da promoção do mês de fevereiro

Na verdade foi uma sorteada. Parabéns Carla Eberhardt, residente no centro de Maquiné. A vencedora da promoção do mês de Fevereiro!
Ela, ao curtir a página do Quero História na net no Facebook, automaticamente já estava concorrendo ao prêmio, visto que a promoção do mês de Fevereiro baseava-se num sorteio entre todos os que curtiram a página.
O prêmio foi o livro "O Guarani"de José de Alencar.

Fique ligado aqui no blog ou lá na Fan Page: https://www.facebook.com/querohistoria?ref=hl.

Carla, a vencedora

Por Marcos Evaldt


sábado, 22 de fevereiro de 2014

Antecedentes Indígenas

Autor:  Arno Alvarez kern

Compre este livro em:


Pesquisas recentes evidenciam que os primórdios da ocupação do Rio Grande do Sul se situam por volta de 12.000 anos atrás. Caçadores-pescadores-coletores se instalaram e se adaptaram culturalmente a paisagens diversificadas, e grupos de horticultores passaram a coexistir com os primeiros povoadores, nos últimos dois mil anos.
Quando os espanhóis e portugueses entram em cena, a região era habitada por variadas etnias indígenas e culturas diferenciadas.

Arno Alvarez Kern nesta pesquisa nos descreve como viveram nossos antecedentes e o início de um intenso intercâmbio cultural e étnico, do qual emerge nossa sociedade, e que ainda hoje temos dificuldades de aceitar.


Por Marcos Evaldt

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A Idade Média: Nascimento do Ocidente

Autor:  Hilário Franco Junior

Compre este livro em:


O período entre os séculos IV e XVI é tradicionalmente conhecido por Idade das Trevas, Idade da Fé ou, com mais frequência, Idade Média. Há rótulos pejorativos, que escondem a importância daquela época na qual surgiram os traços essenciais da civilização ocidental. 

Nesta, mesmo países surgidos depois daquela fase histórica - caso do Brasil - têm muito mais de medieval do que à primeira vista possa parecer. Olhar para a Idade Média é estabelecer contato com coisas que nos são ao mesmo tempo familiares e estranhas, é resgatar uma infância longínqua que tendemos a negar, mas da qual somos produto. De fato, para o homem do Ocidente atual, compreender em profundidade a Idade Média é um exercício imprescindível de autoconhecimento. 

Por Marcos Evaldt

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Promoção do mês

Livro escolhido para ser sorteado dia 28!
É "O Guarani", de José de Alencar, patrocinado pela Livraria e Bazar Isabella.
Para participar do sorteio, basta curtir a página do Quero História na net no Facebook.
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Boa sorte!


Por Marcos Evaldt

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

História do Brasil

Autor: Boris Fausto

Compre este livro em:



Cobrindo um período de mais de quinhentos anos, desde as raízes da colonização portuguesa até nossos dias, Boris Fausto narra aqui os fatos mais importantes da história brasileira. Ao analisar minuciosamente as grandes linhas de força que indicam o sentido de nossa formação, o autor detém-se no estudo de instituições fundamentais, como o sistema colonial, o sistema escravista e os regimes autoritários do século XX, dando ênfase às práticas sociopolíticas, sem deixar de enfrentar questões polêmicas, como as razões do abandono da escravidão dos índios pelos portugueses e a opção pelos africanos; a manutenção da unidade territorial brasileira em contraposição à fragmentação das colônias espanholas; ou ainda a difícil transição do regime autoritário para o democrático, nas últimas décadas. Dessa forma, esse livro oferece ao leitor orientação segura no estudo de nossa história, mantendo, ao mesmo tempo, uma postura aberta às suas diferentes interpretações.

Por Marcos Evaldt

1889

Autor: Laurentino Gomes

Compre este livro em: 


Nas últimas semanas de 1889, a tripulação de um navio de guerra brasileiro ancorado no porto de Colombo, capital de Ceilão (atual Siri Lanka), foi pega de surpresa pelas notícias alarmantes que chegavam do outro lado do mundo. O Brasil havia se tornado uma república. O império brasileiro, até então tido como a mais sólida, estável e duradoura experiência de governo na América Latina, com 67 anos de história, desabara na manhã de quinze de novembro. O austero e admirado imperador Pedro II, um dos homens mais cultos da época, que ocupara o trono por quase meio século, fora obrigado a sair do país junto com toda a família imperial. Vivia agora exilado na Europa, banido para sempre do solo em que nascera. Enquanto isso, os destinos do novo regime estavam nas mãos de um marechal já idoso e bastante doente, o alagoano Manoel Deodoro da Fonseca, considerado até então um monarquista convicto e amigo do imperador deposto.

Essas e outras histórias surpreendentes estão 1889, o novo livro do premiado escritor Laurentino Gomes. A obra, que trata da Proclamação da República, fecha uma trilogia iniciada com 1808, sobre a fuga da corte portuguesa de Dom João para Rio de Janeiro, e continuada com 1822, sobre a Independência do Brasil. Somados, os dois livros venderam mais de 1,5 milhão de exemplares no Brasil e ganharam quatro prêmios Jabuti, o mais prestigiado da literatura brasileira. Com 24 capítulos e ricamente ilustrado, 1889 contribui para a compreensão de um dos períodos mais controversos da história do país, em um relato cativante que explica não só os acontecimentos que levaram à queda da monarquia, em 1889, mas também outros episódios importantes da história brasileira como a Guerra do Paraguai e o movimento abolicionista.

Por Marcos Evaldt

Império Bizantino

Por: Professor Israel


Em http://www.youtube.com/watch?v=vhSj_f9WQ3I

Por Marcos Evaldt

Revolução Francesa

Por: Projeto Eureka


Em http://www.youtube.com/watch?v=okA-5D-wRoI

Por Marcos Evaldt

Sistema Feudal

Por: Professor Israel



Em http://www.youtube.com/watch?v=g_G2Y260lQE

Por Marcos Evaldt

Regime Militar

Por: Boris Fausto - Historiador


Em http://www.youtube.com/watch?v=Gqn5QRKYK-4

Por Marcos Evaldt

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Promoção do mês

A promoção do mês de Dezembro foi nomeada como "ESPECIAL DE FIM DE ANO". A premiação foi apenas divulgada no dia do sorteio, gerando (ou pelo menos era a intenção) uma enorme expectativa naqueles que haviam curtido a Fan Page do Quero História na net.


OS PRÊMIOS DA PROMOÇÃO ESPECIAL DE FIM DE ANO DO Qh FORAM:


2 LIVROS - "O Ateneu", de Raul Pompéia e "Sherlock Holmes - O Mistério do Vale Boscombe", de Sir Arthur Conan Doyle.
Ambos os livros patrocinados pela Livraria e Bazar Isabella.

1 CAMISETA DO Qh - Modelo azul marinho com golas brancas (feminino ou masculino).


SAIBA QUEM FOI O SORTEADO DA PROMOÇÃO ACESSANDO A PÁGINA DO Qh NO FACEBOOK - https://www.facebook.com/querohistoria?ref=ts&fref=ts

Prêmios

Por Marcos Evaldt

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O sorteado da promoção do mês de novembro

Na verdade foi uma sorteada. Parabéns Mariani Amaral, residente no centro de Maquiné. A vencedora da promoção do mês de Novembro!
Ela, ao curtir a página do Quero História na net no Facebook, automaticamente já estava concorrendo ao prêmio, visto que a promoção do mês de Novembro baseava-se num sorteio entre todos os que curtiram a página.
O prêmio foi o livro "A Volta ao Mundo em 80 Dias"de Júlio Verne.

Fique ligado aqui no blog ou lá na Fan Page: https://www.facebook.com/querohistoria?ref=hl.

Mariani Amaral, a sorteada da promoção


Por Marcos Evaldt

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Brasil colonial: da escravidão indígena para a africana

Para começar, é preciso dizer que os índios não foram (na época colonial brasileira) nem são vadios ou preguiçosos, como pretendem muitos por ai. 
Conhece-se que houve a escravidão negra no Brasil, mas muitas vezes não se sabe a respeito da escravidão indígena, aqui existente, logo após a chegada portuguesa em nossas terras. 
Devemos saber "que houve uma passagem da escravidão do índio para o negro, que variou no tempo e no espaço." (FAUSTO, 2002, p. 49). Ou seja, inicialmente obteve-se o trabalho escravo indígena e posteriormente preferiu-se, pela Coroa Portuguesa, o escravo de origem africana. Conforme Boris Fausto:

A escravização do índio chocou-se com uma série de inconvenientes, tendo em vista os fins da colonização. Os índios tinham uma cultura incompatível com o trabalho intensivo e regular e mais ainda compulsório, como pretendido pelos europeus. [...] Apenas faziam o necessário para garantir sua subsistência, o que não era difícil em uma época de peixes abundantes, frutas e animais. [...] As noções de trabalho contínuo ou do que hoje chamaríamos de produtividade eram totalmente estranhas a eles. (2002, p. 49).

Vários outros fatores contribuíram para a "desistência" portuguesa da utilização de mão-de-obra escrava indígena. Vamos a alguns deles:

  • Diferentemente dos negros, os índios conheciam o território, o que possibilitava fugas e resistências à escravidão. (Fausto, 2002, p. 50).
  • Duas ondas epidêmicas, em 1562 e 1563, mataram mais de 60 mil índios, devido ao contato com doenças "novas" para as quais os indígenas ainda não possuíam defesa biológica: sarampo, varíola, gripe, etc. Tal índice de mortalidade dos índios, que em parte se dedicavam a plantar gêneros alimentícios, gerou uma terrível fome no Nordeste e perda de braços para o trabalho. Tais fatos fizeram com que a Coroa começasse a adotar medidas para tentar impedir o morticínio e a escravização desenfreada dos índios. (Fausto, 2002, p. 50).
Devido a tudo isso, a partir da década de 1570, a Coroa portuguesa começou a incentivar a importação de escravos africanos. 

Dado espantoso sobre a escravidão africana em solo brasileiro: "estima-se que entre 1550 e 1855 entraram pelos portos brasileiros 4 milhões de escravos, na sua grande maioria jovens do sexo masculino". (Fausto, 2002, p. 51).

FONTES:
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 10. ed. - São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2002.

Por Marcos Evaldt

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Promoção do mês

Livro escolhido para ser sorteado dia 30!
É "A Volta ao Mundo em 80 Dias", de Júlio Verne, patrocinado pela Livraria e Bazar Isabella.
Para participar do sorteio, basta curtir a página do Quero História na net no Facebook.
Link para curtir a Fan Page no Facebook:

Boa sorte!


Por Marcos Evaldt

O sorteado da promoção do mês de outubro

Só para mantermos a tradição (sempre iremos anunciar, também aqui no blog):
Parabéns Fran Santos, residente no centro de Maquiné. A vencedora da promoção do mês de Outubro!
Ela, ao curtir a página do Quero História na net no Facebook, automaticamente já estava concorrendo ao prêmio, visto que a promoção do mês de Outubro baseava-se num sorteio entre todos os que curtiram a página.
O prêmio foi o livro "O Mágico de Oz"de Lyman Frank Baum.
Fique ligado aqui no blog ou lá na Fan Page: https://www.facebook.com/querohistoria?ref=hl.

Fran Santos, a sorteada da promoção

Por Marcos Evaldt

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Curiosidades sobre a Idade Média


Interessante livro que estou lendo sobre a Idade Média. Ele se chama "A Civilização do Ocidente Medieval" (imagem ao lado), de Jacques Le Goff, que nasceu em 1924, na França, e é considerado um dos maiores medievalistas do mundo.
Li algumas coisas interessantes, curiosas, instigantes, pelas quais não me contentei sem antes vir aqui expô-las para vocês, em forma de tópicos.


Vamos lá:

  • Madeira e pedra são os dois materiais fundamentais da técnica medieval. Ter uma casa em pedra constitui sinal de riqueza e poder. (p. 202).
  • O Ocidente medieval só conhecia duas estações do ano: inverno e verão. (p. 173).
  • O produto tecnológico, para utilização humana, mais "atrevido" ou, digamos, o auge da produção tecnológica avançada da Idade Média foi o moinho d'água. (p. 216).
  • A esperança de vida na Idade Média era muito baixa: não devia ir além de 30 anos. (p. 238).
  • No século XIII, mais precisamente, os judeus, jograis e vagabundos são considerados pela Igreja como sendo da "família do Diabo". (p.316).
  • Na Idade Média a Igreja não foi apenas um local de rezas, missas, procura de Deus, mas um local de assembleias. Nela (Igreja) se realizavam reuniões, falava-se sobre negócios e ocorriam até jogos. (p.312).
  • A mulher era vista como um ser inferior ao homem. A mulher não era honrada. Ela é a grande responsável pelo pecado original. E, nas formas de tentação diabólica, ela é a pior encarnação do mal. (p. 285).
  • O camponês era visto como um animal selvagem. Tinha uma feiúra horrível, bestial, e pouco lembrava uma figura humana. (299).
  • A esperança de vida na Idade Média era muito baixa. Com isso, as crianças dificilmente conheciam seus avós. (p.287).
  • Sermão inglês do século 14: "Deus fez os clérigos, os cavaleiros e os lavradores, mas o demônio fez os burgueses". (p.263).

BIBLIOGRAFIA:
LE GOFF, Jacques. A civilização do ocidente medieval; tradução José Rivair Macedo. --Bauru, SP: Edusc, 2005.

Por Marcos Evaldt